Entre 2022 e 2024, mais de 234 mil atendimentos hospitalares por infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram registrados no Brasil em pessoas com menos de 40 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. Desses casos, 7,8 mil resultaram em morte, um número que acende o alerta sobre o avanço de doenças cardiovasculares entre os mais jovens.
Jovens cada vez mais vulneráveis
Especialistas apontam que o perfil dos pacientes com problemas cardíacos tem mudado rapidamente. O que antes era considerado uma preocupação predominante após os 50 anos, hoje já afeta adultos na faixa dos 20 e 30 anos — muitos deles aparentemente saudáveis.
O sedentarismo, a alimentação inadequada, o uso de anabolizantes e o consumo de tabaco estão entre os principais fatores de risco. Além disso, o estresse constante e a falta de sono adequado têm se mostrado gatilhos importantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Mulheres também em alerta
No caso das mulheres, há um agravante: o uso prolongado de contraceptivos hormonais, especialmente quando associado ao cigarro e a histórico familiar de trombose, pode aumentar significativamente o risco de infarto e AVC.
“A combinação de anticoncepcionais com outros fatores de risco, como obesidade e tabagismo, potencializa os efeitos sobre a coagulação e sobrecarrega o sistema circulatório”, explica o cardiologista Dr. Rafael Mendonça, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Prevenção é o melhor caminho
Os especialistas reforçam que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra essas doenças. A adoção de hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e controle do estresse, é essencial para reduzir os riscos.
Além disso, check-ups periódicos ajudam a identificar precocemente alterações em exames de colesterol, glicemia e pressão arterial, que muitas vezes passam despercebidas em pessoas jovens.
