Investigado optou por não responder aos parlamentares, invocando direito constitucional ao silêncio
O empresário investigado pela CPMI do INSS compareceu nesta terça-feira (7) ao Senado, mas decidiu permanecer em silêncio durante a maior parte da sessão, exercendo o direito constitucional de não produzir provas contra si mesmo.
Apesar disso, ele respondeu a algumas perguntas do relator da comissão, que investiga fraudes e irregularidades em contratos e descontos indevidos envolvendo aposentados e pensionistas.
Os parlamentares criticaram a postura do depoente, alegando que o silêncio dificulta o avanço das apurações. O relator afirmou que as informações prestadas, embora limitadas, ajudam a mapear a participação de empresas no esquema de cobranças irregulares.
A CPMI deve ouvir novos depoimentos ainda nesta semana, enquanto analisa dados enviados pelo INSS e pela Polícia Federal. O objetivo é identificar responsáveis por contratos fraudulentos e desvios de recursos públicos.
