Palácio do Planalto busca reabrir diálogo diplomático para conter escalada de tensões com a Casa Branca
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta em uma trégua diplomática com os Estados Unidos após semanas de crescente tensão, marcadas pela imposição de tarifas de importação a produtos brasileiros e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Fontes do Palácio do Planalto afirmam que a prioridade agora é reabrir canais de diálogo para evitar um agravamento da crise.
Apesar do endurecimento das medidas por parte do governo Trump, a diplomacia brasileira tenta manter a interlocução ativa, acreditando que há espaço para distensionar o cenário, sobretudo diante da interdependência econômica entre os dois países. Lula e aliados avaliam que a pressão internacional e os impactos econômicos negativos podem forçar Washington a adotar um tom mais moderado.
No entanto, interlocutores admitem que as sanções contra Moraes, vistas como uma afronta institucional, criaram um ambiente delicado. O governo brasileiro estuda formas de responder à altura, sem comprometer as negociações comerciais em curso.
A expectativa é de que, nos bastidores, países aliados também atuem para mediar a crise e garantir que a COP30, que será realizada no Brasil, não seja afetada pela tensão diplomática.
