O presidente Lula usou um pronunciamento em rede nacional para defender a nova lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil mensais, e para criticar o que chamou de privilégios acumulados por uma parcela muito rica da população. A medida foi sancionada recentemente e deve vigorar a partir de janeiro de 2026.
Com a nova lei, estarão isentos do IR os trabalhadores com rendimento mensal de até R$ 5 mil — e haverá redução do imposto para quem ganha até R$ 7.350. De acordo com o governo, a proposta visa aliviar a carga tributária sobre a ampla maioria da população e promover justiça fiscal. Para compensar a perda de arrecadação, a medida prevê tributação progressiva sobre rendas elevadas.
Lula argumentou que a justiça tributária no Brasil exige que aqueles com maior capacidade contributiva — os “super-ricos” — paguem proporcionalmente mais, corrigindo distorções históricas. Segundo ele, é “vergonhoso” que uma elite acumule privilégios e pague, em muitos casos, menos imposto do que trabalhadores da classe média ou da base da pirâmide social.
O governo estima que a nova regra colocará mais dinheiro no bolso de milhões de brasileiros, potencialmente estimulando o consumo, a geração de renda e o crescimento econômico. A proposta é vista como um passo para reduzir desigualdades, ainda que, nas palavras do presidente, seja apenas o começo de mudanças mais amplas.
A iniciativa reacende o debate sobre tributação, justiça social e distribuição de renda no Brasil. Enquanto o governo apresenta a medida como um avanço para a maioria, críticos alertam para os desafios fiscais que acompanham a ampliação da isenção — especialmente considerando a necessidade de equilibrar orçamento, arrecadação e investimentos públicos.
