Uma médica de 33 anos foi demitida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após ser alvo de críticas públicas nas redes sociais. A acusação foi feita por uma mulher de 39 anos, mãe de uma criança atendida na unidade. Segundo a denunciante, o atendimento pediátrico teria sido negligente e insatisfatório, motivando-a a relatar o episódio em uma página local de reclamações no Facebook.
Na publicação, a mãe afirma que a médica recusou a solicitação de um exame de raio-x, mesmo após ela descrever o histórico de saúde da filha. “Ela mal nos olhou, ouviu o peito da minha filha e disse que não era nada, que não havia necessidade de raio-x, falou que era só uma gripe forte”, escreveu.
A postagem rapidamente ganhou repercussão e, segundo informações apuradas, teria influenciado diretamente na decisão da unidade de saúde de desligar a profissional. A médica, por sua vez, procurou a Delegacia de Polícia Civil, onde registrou boletim de ocorrência por difamação contra a autora da publicação, que é estudante de Direito. Além disso, ela representou criminalmente contra a mulher.
O caso levanta discussões sobre os limites das críticas públicas nas redes sociais, o direito de defesa dos profissionais de saúde e as consequências da exposição digital sem apuração oficial dos fatos.
