Riedel ataca aumento de impostos

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O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), criticou publicamente a estratégia do governo federal de aumentar impostos para enfrentar o déficit fiscal. Em entrevista publicada pela revista Veja, Riedel se posicionou contra a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), defendendo a necessidade de reformas estruturantes e controle de gastos como alternativa para reequilibrar as contas públicas.

“O Brasil veio resolvendo seu problema fiscal em cima de aumento de tributos e acredito que não há mais espaço para isso. Precisamos liderar uma agenda de reformas, de reestruturação do gasto”, afirmou o governador. A crítica surge no contexto de um novo decreto federal que recuou em parte das propostas iniciais, reduzindo a alíquota do IOF sobre crédito empresarial para 0,38% e revogando a taxa fixa sobre risco sacado. Também foram ajustadas as faixas de incidência sobre investimentos em planos VGBL.

Riedel destacou que Mato Grosso do Sul optou por não aumentar tributos, mesmo diante da entrada em vigor da reforma tributária. “Somos um estado perdedor porque a reforma é baseada no consumo. Mantivemos a menor alíquota do ICMS do Brasil, em 17%. Vamos enfrentar o problema fiscal com qualidade no gasto, sem penalizar o contribuinte”, afirmou.

Além das pautas econômicas, Riedel comentou articulações políticas e o cenário para as eleições de 2026. Apesar de negar, por ora, uma mudança partidária, revelou conversas com MDB, Republicanos e Progressistas — este último liderado no Estado pela senadora Tereza Cristina. Para ele, a ex-ministra é um dos nomes mais preparados da centro-direita nacional e pode disputar qualquer cargo majoritário, inclusive a Presidência da República.

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