Homem de 29 anos foi localizado em distrito e já possuía histórico de crimes graves
A Polícia Militar prendeu, na noite de domingo (26), o suspeito de assassinar o estudante João Vitor Silva da Fonseca, de 25 anos, em frente a uma conveniência no centro de Naviraí. Glauber Miranda Tinoco, de 29 anos, foi localizado por uma equipe da Força Tática no distrito de Guassulândia, a cerca de 84 quilômetros do município.
O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de abril, na Rua dos Jardins, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que o suspeito se aproxima da vítima e realiza disparos à queima-roupa.
Prisão após tentativa de fuga
De acordo com a polícia, os militares receberam informações sobre o paradeiro do suspeito e foram até o imóvel onde ele estaria escondido. Ao perceber a chegada da viatura, Glauber tentou fugir e chegou a descartar uma mochila antes de ser capturado.
Contra ele já havia um mandado de prisão preventiva, e o suspeito também era considerado foragido por outros crimes.
Execução registrada por câmeras
As imagens do crime mostram que João Vitor conversava com um motorista na calçada quando foi surpreendido. O autor sacou a arma e efetuou o primeiro disparo na cabeça da vítima.
Mesmo ferido, o estudante ainda tentou reagir, entrando em luta corporal com o agressor. Durante o confronto, os dois caíram sobre uma lixeira, momento em que o suspeito efetuou novos disparos, novamente na região da cabeça.
Após se afastar, o autor ainda retornou e fez mais um disparo contra o jovem, que já estava caído. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima morreu no local.
Fuga com motorista de aplicativo
Segundo o boletim de ocorrência, após o crime, o suspeito obrigou um motorista de aplicativo a ajudá-lo na fuga, sob ameaça. Ele percorreu ruas da cidade e uma rodovia estadual até desembarcar na MS-141, onde entrou em outro veículo que dava suporte à fuga.
Histórico criminal
Glauber possui uma extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, ameaça e porte ilegal de armas, além de suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em 2014, ele confessou ter executado um adolescente de 17 anos dentro do banheiro de um bar, com dois tiros na cabeça. Apesar da confissão, foi liberado à época e só anos depois acabou condenado.
Em novembro de 2025, voltou a ser alvo de investigação após tentar matar um homem de 35 anos, também em um bar no centro de Naviraí. Ele chegou a se apresentar à polícia, mas teve a prisão preventiva decretada e não foi encontrado.
Investigação continua
O caso é tratado como homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, e segue sob investigação das autoridades policiais.
